Iniciação Científica (PIC) e Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), III ENCONTRO ANUAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNESPAR

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QUALIDADE E TÉCNICA DE CURTIMENTO EM COUROS DE ROBALOS
Anderson Ricardo Santos, Kátia Kalko Schwarz

Última alteração: 2017-07-29

Resumo


No litoral do Paraná, as espécies de robalos Centropomus parallelus-robalo peva e Centropomus undecimalis-robalo flecha são comercializados em peixarias e nos Mercados Municipais de Peixes em Paranaguá, Matinhos, e Guaratuba, podendo ser vendidos inteiros ou filetados. Quando filetados, suas peles são jogadas no lixo ou descartadas no ambiente, causando impactos. O aproveitamento das peles dos peixes marinhos tem sido utilizado na transformação em couro, pelo Projeto Couro de Peixe da UNESPAR campus Paranaguá, com fomento da Fundação Araucária e da SETI/UGF-PR. O processo de curtimento das peles de peixes consiste nas etapas de: remolho, caleiro, desencalagem, purga, desengraxe, piquel (curtimento propriamente dito) neutralização, recurtimento, tingimento, engraxe, secagem, amaciamento e acabamento, sendo que apenas o processo de curtimento leva cerca de 27 horas para as peles de tilápias e linguados. Os experimentos para desenvolver a técnica apropriada para transformar as peles de robalos em couro, foram conduzidos no Curtume Comunitário de Couros de Peixes no Município de Pontal do Paraná-PR/PROVOPAR e UNESPAR campus Paranaguá. Após vários curtimentos, foram avaliados as quantidades de reagentes curtentes e exposição das peles a determinadas fases do processo. A conclusão para as peles de robalos foi à necessidade da repetição de dois remolhos, e na fase de caleiro este teve que ser acrescido de 3 horas, em fulão com 16 rotações por minuto, além de estas peles precisarem ficar submersas a um banho de 12 horas nesta solução, para abertura adequada das fibras, totalizando um tempo de curtimento de 43 horas. As peles de robalo peva, são diferentes aos do flecha, por apresentarem maior entrelaçamento das fibras colágenas conferindo um aspecto duro após o curtimento, e com menor espessura (P<0,05) e desenho da pele (flor), principalmente na região caudal e de qualidade inferior ao robalo flecha. Os dados de espessura do couro de robalo flecha, de acordo com a ABNT NBR 13525:2016, sugerem que este pode ser utilizado em automotivos, moveleiro, artesanatos em geral e cabedal de moda. Já os de robalos peva, em artesanatos e acessórios de moda.


Palavras-chave


Peixe. Pele. Reaproveitamento