Iniciação Científica (PIC) e Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), II Encontro Anual de Iniciação Científica da Unespar

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TAMANHO CORPÓREO DE FORMIGAS EPIGEAS EM PLANTAÇÃO DE Citrus DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO RIBEIRÃO ARARAS, PARANAVAÍ/PR
Nicole Oliveira Romano

Última alteração: 2016-07-21

Resumo


As formigas representam um significativo papel na biodiversidade de solos, classificadas como “engenheiras de ecossistemas”, elas promovem um revolvimento da terra durante a escavação de seus ninhos, modificando química e fisicamente esse ambiente. Essas galerias propiciam o aumento da porosidade e drenagem do solo além de afetarem a disponibilidade de recursos orgânicos para outros microrganismos, devido ao transporte de matéria mineral e orgânica. Muitos estudos relacionados à ecologia levam em conta o tamanho do corpo do animal, já que esta medida pode ser um fator determinante na estrutura da comunidade, pois, ela representa a diferença das necessidades energéticas entre os organismos e influencia, também, algumas relações como competição e predação. Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar a relação ecológica do comprimento corpóreo das espécies mais abundantes de Formicidae, de um pomar de Citrus na APA do Ribeirão Araras, Paranavaí/PR (23º 01’ S e 52º 29’ W). Amostrou-se, uma área de 1 ha, durante um ano, por armadilhas tipo pitfall, sem iscas, com funcionalidade de 30h. Mensurou-se o eixo longitudinal do corpo de 30 indivíduos de cada espécie dominante (frequência superior a 50%) e acessória (entre 25% e 50 %), através de um microscópio óptico com régua milimetrada. Pheidole sp. 1 (= 3,50mm ± 0,14) foi a espécie de maior tamanho, a mais abundante (24%) e dominante (D); seguida de P. sp. 2 (= 2,48 mm ± 0,12; 4,6%) acessória (A), Cyphomyrmex sp. (= 2,18mm ± 0,13; 1,25%; A), P. sp. 4 (2,17mm ± 0,09; 15,11%; D), Brachymyrmex sp. 1 (= 2,02mm ± 0,14; 10%; D), Linepithema sp. (= 1,96mm ± 0,18; 14,33%; D) e Wasmannia sp. (= 1,84mm ± 0,12; 6,7%; A). P. sp. 1, P. sp. 2 e P. sp. 4 apresentaram tamanhos diferentes umas das outras, sugerindo que o tamanho seja importante na divisão de nichos ecológicos. Assim, P. sp. 1, detém a maior parte dos recursos por apresentar tamanho e abundância superiores e uma ampla distribuição (presente em 87% das amostras). C. sp apresentou o mesmo tamanho de P. sp. 4, porém, essa é uma especialista, cultivadora de fungos e todas as demais espécies aqui registradas pertencem ao grupo funcional dominante, ou generalistas, o que já era esperado em um ambiente antropizado. No caso de B. sp 1, L. sp. e W. sp o tamanho do corpo apenas, não explica uma divisão de nicho, uma vez que elas apresentaram, estatisticamente, o mesmo tamanho corpóreo.


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