Iniciação Científica (PIC) e Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), I Encontro Anual de Iniciação Científica da Unespar

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REVISÃO E REESCRITA NA FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL
Taísa Martins Jordão, Adriana Beloti

Última alteração: 2015-09-09

Resumo


Nesta pesquisa, partimos da observação de que a revisão e a reescrita pouco acontecem nas salas de aula e, então, acreditamos ser pertinente refletir a respeito da prática de escrita no processo de ensino e aprendizagem, dado ao fato de que os professores, em geral, na atuação nas escolas, têm dificuldades em assumirem-se como leitores, revisores e coprodutores do processo de escrita de seus alunos. Assim, em um primeiro momento, objetivamos compreender como os futuros professores de Língua Portuguesa concebem a escrita, revisão e reescrita, antes de estudos teórico-metodológicos sobre tais práticas para, em uma segunda fase, após tal estudo, entendermos de que modo esse aporte reflete-se em suas concepções. Para tanto, nossa pesquisa foi fundamentada em Koch e Elias (2009) e Sercundes (2004), com as discussões relacionadas às diversas noções de escrita, e em Fiad e Mayrink-Sabinson (1991), com o conceito de escrita como trabalho. As análises da pesquisa foram pautadas em um questionário que realizamos, antes e depois do estudo teórico-metodológico na disciplina de Língua Portuguesa IV, com dezenove professores em formação inicial, do 4º ano do curso de Letras, de uma Instituição de Ensino Superior Pública, no início do ano letivo de 2014. Utilizamos tal instrumento para refletirmos sobre como esses professores compreendem os processos de escrita, revisão e reescrita. Pudemos perceber que, em geral, demonstram, antes do estudo, conhecer e saber da importância das concepções de escrita que incluem as etapas de revisão e reescrita, porém, sem clareza sobre tais processos. Dessa forma, entendemos que o processo de formação teórico-metodológica foi significativo, pois, sustentados no segundo questionário, percebemos que tais professores compreenderam, de fato, a importância de um ensino que se paute na concepção de linguagem como processo de interação, na concepção de escrita como trabalho, baseada em uma vertente dialógica, de diálogo entre professor e aluno, como também, no processo de escrita com revisão e reescrita. Desse modo, afirmamos que tal estudo refletiu em suas concepções e acreditamos que seja o primeiro passo para esses futuros professores colocarem tais processos em atividade, em sala de aula, em suas práticas futuras.

Palavras-chave


Formação inicial. Concepções de escrita. Revisão e reescrita.

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